Lendo o maravilhoso artigo de Mário Marques, no JB, em que ele fala que, após escutar Chico Buarque nos convencemos que a idiota da Mallu Magalhães e o patinho feio da Susan Boyle não são nada - o que nem precisa de muito - deparei-me com um comentário um tanto quanto bizarro.terça-feira, 2 de junho de 2009
Um leitor ignorante
Lendo o maravilhoso artigo de Mário Marques, no JB, em que ele fala que, após escutar Chico Buarque nos convencemos que a idiota da Mallu Magalhães e o patinho feio da Susan Boyle não são nada - o que nem precisa de muito - deparei-me com um comentário um tanto quanto bizarro.quinta-feira, 28 de maio de 2009
Sarney recebe auxílio-moradia por um ano e diz que não sabia
O ex-presidente José Sarney disse hoje que não sabia que estava recebendo auxílio-moradia. O presidente do Senado explicou que nunca solititou o benefício, uma vez que tem casa própria em Brasília, e que, por um equívoco, em 2008, estavam depositando na conta dele a quantia de R$3.800,00.terça-feira, 19 de maio de 2009
Bela iniciativa
O governador do Rio, Sérgio Cabral, conclamou na tarde desta segunda que os membros do governo assumam suas orientações sexuais sem constrangimentos. "A Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Defensoria, eu conclamo a todos os membros do governo que no dia da Parada Gay se identifiquem e passeiem no desfile. O parlamentar homossexual, o jogador de futebol homossexual", disse.
Cabral completa que assumir a liberdade, o livre-arbítrio, o desejo, é uma conquista extraordinária. Nesta segunda, o governador do Rio participou da criação do Conselho dos Direitos da População LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) do Estado.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
X-Men Origins: Wolwerine - Dá sono de tão tosco
Como fã de X-Men fui ao cinema assistir à mais nova saga com grande espectativa, mas o filme é tão ruim que nem Hugh Jackman prendeu minha atenção.segunda-feira, 11 de maio de 2009
Clandestinos - Uma das melhores peças em cartaz no Rio
Existe uma diferença gritante entre um diretor que não precisa fazer alarde e um que está desesperado para alcançar a fama. E isso fica muito claro quando assistimos "Clandestinos", de João Falcão.A crítica veio tarde, uma vez que ontem foi o último dia do espetáculo no Teatro das Artes, na Gávea. Mas a peça retorna no próximo dia 17, em única apresentação, no Canecão.
No palco, um jovem diretor quer escrever uma peça sobre os diversos aspirantes a ator em busca da fama. Tem de tudo: de ex-modelo à gordinha que quer ser a mocinha da história.
Com um texto leve e sem estereótipos baratos, João Falcão critica, com muito humor e inteligência, a mídia, pseudo-artistas que se vendem a qualquer preço para aparecer, a indústria da beleza e tantos outros fatores que empobrecem, a cada dia, a arte cênica.
Os atores são todos encantadores. Parece que já estão na estrada há anos, embora nenhum ali tenha um rosto conhecido. Como se precisasse também! Há, ainda hoje, quem vá ao teatro pensando em ver um rostinho bonito e famoso, deixando em segundo plano o profissionalismo da companhia.
E um detalhe muito legal também é o fato de a maioria ali tocar um instrumento. Ou seja: além do show de interpretação, os atores surpreendem com a trilha sonora.
O cenário é impecável. Escuro, iluminado com velas para dar um charme às paredes rabiscadas de giz.
Não podia esperar menos de João Falcão, cujo currículo dispensa comentários."Clandestinos" volta dia 17 de maio, domingo, no Canecão. Programa imperdível.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Um político está se lichando para um país que não se importa
O deputado Sérgio Moraes, relator do caso contra Edmar Moreira no Conselho de Ética, declarou nesta quarta que não vê motivos para pedir a cassação do colega e que não deve prosseguir com as investigações. domingo, 3 de maio de 2009
Algumas palavras sobre Augusto Boal
Há pessoas que, só de falar o nome, não precisam de elogios, pois torna-se até redundante. É o caso de Augusto Boal, um dos maiores homens de visão que o teatro já teve e que nos deixou neste 2 de maio cinzento.quinta-feira, 30 de abril de 2009
Eu, hein!
O deputado Jorge Babu criou um projeto de Lei que visa obrigar a Secretaria estadual de Saúde a divulgar lista de todas as pessoas que têm o vírus HIV.Para ele, "o princípio da isonomia ensina que devemos tratar os iguais de forma igual e os diferentes de forma diferente". Babu acredita que profissionais envolvidos no atendimento a pessoas acidentadas possuem o direito, constitucional, de saber se estão tratando de um cidadão soropositivo".
A proposta, obviamente, causou polêmica. Mas o objetivo aqui não é nem discutir o teor do projeto pra não dar ibope. Como diz meu pai "não bata palmas para maluco". A questão é: o que uma pessoa expulsa do PT por comprovadamente participar de milícia está fazendo na Câmara, recebendo salário que sai do meu, do seu, do nosso bolso?
Como diz Ancelmo Gois: "Eu, hein!".
terça-feira, 14 de abril de 2009
Parem de falar mal da rotina
Até que enfim uma comédia inteligenteHavia tempos em que não dormia em uma peça de comédia. Às vezes tento imaginar até onde certos diretores vão chegar para atrair o público, tamanha besteira que ando vendo por aí. Acho que eles precisam é de uma aula com a talentosa Elisa Lucinda, em cartaz no teatro Sesi com a peça “Parem de falar mal da rotina”.
Antes de contar o espetáculo, é preciso falar um pouquinho sobre a carreira dessa artista. Poetisa, atriz, intelectual, simples e simpática. Uma observadora da vida, espectadora atenta a esses grandes atores que somos nós.
Logo no início de “Parem de fala mal da rotina” ela já avisa que adora escutar conversa alheia, “fofocar”. E foi daí que nasceu essa divertida comédia.
Ela não fala nada que não sabemos, nenhuma anomalia. Coisas básicas do tipo “respeitem nossas crianças”, “não sejam controlados pela moda”, “amem como se fosse o último dia de vocês”. O problema é que vivemos hoje uma vida tão mecânica que precisamos, o tempo todo, que alguém nos lembre disso, que alguém nos diga que a rotina somos nós que escolhemos.
Outro fato importantíssimo que ela leva para o palco é a importância da poesia. Ao menos no meu tempo – e duvido que ainda tenha isso hoje, eu era obrigada a simplesmente ler alguns textos. Tinha sempre uma professorinha que, como “castigo”, mandava o aluno mais preguiçoso recitar o poema em voz alta e quem pagava era mais a turma do que a suposta vítima. “As pessoas não sabem ler poesia”, grita Lucinda, com voz quase que de desespero.
E é verdade. Quem pega uma letra de música e a declama? Quem hoje pega um Neruda ou um Castro Alves e tenta entrar na mente desses dois grandes poetas, mergulhando em seus tão brilhantes versos?
A poesia agoniza à espera de alguém a sinta, não simplesmente a leia.
No palco, Elisa canta, declama, chora, briga, emociona. Ao final do espetáculo, em cartaz há 8 anos, a atriz pergunta “quem já viu essa peça mais de uma vez?”. Não são poucos que respondem “mais de 3”. Prova do sucesso absoluto.
Parem da falar mal da rotina
Teatro Sesi
Avenida Graça Aranha, 1 - Centro
Sexta, sábado e domingo, às 19h
Temporada até 31 de maio
Informações: 2563 - 4163
Classificação: 14 anos
segunda-feira, 9 de março de 2009
Atriz e modelo salva "Cachorras quentes"
Entre tantos modelos que pensam que são atores, uma se destaca por verdadeiramente trabalhar bem. Em "Cachorras quentes", de Luis Carlos Góes, a atuação de Gianne Albertoni foi a única coisa que me chamou atenção em um texto fraco e sem graça.Ingresso: R$ 60,00 (qui.e sex.) e R$ 70,00 (sáb.e dom.)
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Se eu fosse você - 2
Provei pra mim mesma que não se deve tirar conclusões precipitadasNem precisava ter passado por isso pra saber, mas valeu para reforçar.
Falo isso porque fui assistir a "Se eu fosse você 2" com os dois pés atrás. Não sou fã desse tipo de filme, acho que o Brasil tem longas muito mais interessantes, fora do circuito, e comédia, pra mim, só de Woody Allen e companhia.
Pra início de conversa, qualquer filme com Tony Ramos e Glória Pires só pode dar certo. É indiscutível o talento dos dois. Vide "O primo Basílio", que não foi lá essas coisas, mas a Juliana da Glória é simplesmente impecável. Quanto ao Tony, desconheço sua carreira cinematográfica, mas, em se tratando de novela, ele está muito acima de um Lima Duarte ou um Antônio Fagundes, que lembram sempre os mesmos personagens (mas reconheço o talento de ambos, que fique claro!). Afinal, não é pra qualquer um fazer um papel feminino sem simplesmente ser uma bichona ou interpretar um homem sem virar um machão.
O roteiro de Adriana Falcão, Euclydes Marinho e Renê Belmonte não podia estar mais amarradinho. O texto flui bem e, combinando com a direção sempre impecável de Daniel Filho, não podia dar outro resultado: mais de dois milhões de espectadores em 10 dias de exibição.
Enfim, essa é a melhor versão de "Se eu fosse você". O filme está mais maduro e já pede um terceiro. Vale a pena conferir!
Completam o elenco a "Emília" Isabelle Drummond, Cássio Gabus Mendes, Vivianne Pasmanter, Marcos Paulo, Chico Anysio - sempre engraçado - Maria Luisa Mendonça, Adriane Galisteu - desnecessária - , Maria Gladys, Bernardo Mendes (fraquinho...) e Ary Fontoura.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Se for pra ganhar assim, prefiro perder
Nada de lágrimas de uma eleitora revoltada. Já estou acostumada a ver meus candidatos serem derrotados nas urnas. Mas estas eleições tiveram um gosto diferente.
Pra começar, Fernando Gabeira perdeu com uma diferença pífia de 55 mil votos - menos do que a lotação do Maracanã.
Ele não partiu para a ignorância e, mesmo sendo acusado o tempo todo por Paes de dar continuidade ao governo de Cesar Maia, que declarou apoio ao verde, não fez questão de lembrar que o peemedebista é cobra criada do Democratas e sem identidade - trocou de partido oito vezes.
E se for pra falar em más parcerias, que tal isso: a eleição de Eduardo Paes abre para Cabral a perspectiva de controle sobre Estado e Município, que juntos gastam R$ 47 bilhões por ano. É uma folha nada desprezível, de dimensão suficiente para abrigar a fatura dos acordos eleitorais, que incluem o PTB de Roberto Jefferson e o PT de Benedita da Silva. Sem comentários sobre os dois...
Cabral vai abandonar governo para ser vice de Dilma
Ainda tem o fato de que Paes, na verdade, não era apoiado por Lula. Ele é tão insignificante para o Governo Federal que demorou para deslanchar a candidatura, provocou briga interna no PMDB e só ganhou amizade do presidente, a quem chamou de ladrão por repetidas vezes, porque o petista-mor é amigo de Cabral e tem interesse de que ele se saia bem no Rio para ser vice de Dilma Rousseff em 2010. Isto é: Sergio Cabral vai abandonar o Governo para participar de campanha presidencial.
Quer dizer: Paes ganhou fazendo politicagem, trocando de partido e indo pro tudo ou nada. Gabeira praticamente empatou sendo sincero e correto.
Ainda tem um detalhe que não abordei por considerar culpa da população.
O digníssimo governador puxou o feriado pelo Dia do Servidor, que seria nesta terça, para hoje. Com isso 927.250 (ou 20,24%) dos eleitores viajaram, deixando para trás o seu dever de cidadão.
Jogada do Cabral? Sem dúvida, mas se essas pessoas se preocupassem com o futuro do Estado teriam votado independente do que o governo decretasse. Sendo assim continuo com a máxima de que cada povo tem o político que merece.
Espero que tenha sido bom para os peemedebistas. Quanto à Gabeira, esse sim saiu vitorioso e, realmente, não merecia essa máquina falida que é a prefeitura. O lugar dele é na Câmara, onde tem maior espaço e utilidade.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
País se afunda em lama por sua ignorância
Não é de hoje que dizem que o povo tem o político que merece. Caso seja verdade, não pertenço, definitivamente, a este mundo.Vejam como o país se afunda em lama por total ignorância da sociedade, que não se preocupa em verificar o passado dos candidatos que apóiam.
Comecemos pelos municípios do Rio. Em Nova Iguaçu, pela segunda vez, o paraibano Lindberg Farias vai ocupar a prefeitura. Reeleito no primeiro turno. Maravilha! Maravilha? O lindinho aí está sob investigação, acusado pelo Ministério Público de usar a máquina pública para se manter no poder.
Há alguns meses a revista IstoÉ obteve, com exclusividade, fitas gravadas em que assessores e ex-assessores acusam o prefeito de montar um esquema que beneficia empresas que financiaram sua campanha política, paga propinas a funcionários, dá cargos e dinheiro a vereadores em troca de apoio político e conduz licitações viciadas.
Bom, mas isso é intriga da oposição. Afinal, Lindberg foi presidente da União Nacional dos Estudantes - de seriedade duvidosa - e liderou o movimento Fora Collor - também de credibilidade dúbia, mas aí é uma outra discussão.
Então vamos para Caxias. Como Zito é aclamado por aquele povo! Sagrou-se prefeito pela terceira vez! Um Cesar Maia! É, pode ser, mas a comparação não é lá tão exagerada.
Em primeiro de agosto deste ano, o Ministério Público do Rio pediu o indeferimento do registro de Zito. No pedido, a promotoria eleitoral alega que ele é réu em denúncia que tramita no Tribunal de Justiça do Rio por crime previsto na Lei de Licitações. Além disso, ele responde a 11 ações civis por improbidade administrativa.
E o que dizer da vereadora eleita Carminha Jerominho, presa por crime eleitoral? A família dela comanda milícia e promove massacre na zona Oeste do Rio, mas mesmo assim ela ficou em 23º lugar entre os mais votados.
Falta falar ainda sobre a reeleição de Núbia Cozzolino, em Magé, de Jorge Roberto Silveira, em Niterói, a volta de Severino Cavalcanti como prefeito no agreste pernambucano, apoiado por Lula... Mas só com os exemplos citados dá para perceber que o brasileiro está longe de saber votar.
E quanto ao meu candidato? Será que é um santo? Bom, para vereador eu anulo. Para prefeito voto em Gabeira com convicção. As acusações contra ele? Procurem aí, mas não vale chamá-lo de maconheiro. Nem de homossexual. Afinal, ambos estão longe de levar à prisão ou de prejudicar o Estado.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Linha de Passe passou dos limites

Falta coragem para críticos pararem de bajular filmes de diretores badalados
Existem filmes que, indiscutivelmente, só recebem elogios pelo nome de peso na direção. Às vezes o longa não tem, sequer, uma cena marcante, mas, se for desse ou daquele diretor é logo considerado um clássico. É o que acontece com Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas.
O tema mais que batido do cinema nacional trata de uma família pobre, que vive na periferia de São Paulo. Sandra Corveloni, que ganhou, recentemente um Cannes duvidoso, como melhor atriz, é Cleusa, mãe de quatro filhos de pais diferentes, à espera de um quinto.
Disse “Cannes duvidoso” porque a atriz não mostra nada de extraordinário. Sua personagem é comum, pobre, como tantas nesta terra. Precisaria de muito para desbancar atrizes como Angelina Jolie, que concorria por sua atuação no novo longa de Clint Eastwood, e Julianne Moore, protagonista de Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meirelles. Vai entender.
João Baldasserini é Dênis, o mais velho. O jovem trabalha como motoboy, tem um filho, é mulherengo e toma uma decisão bem arriscada para tentar sustentar a família. Vinícius de Oliveira – aquele do também chato Central do Brasil – é Dario, que sonha em ser jogador de futebol e convive com o medo de passar do ponto, já que acabara de completar 18 anos.
O terceiro filho é o evangélico Dinho, interpretado por José Geraldo Rodrigues. O moço tenta bancar o certinho o filme inteiro e protagoniza a cena – única – mais impressionante do filme. O último é o sensacional Kaique Jesus Santos, na pele do divertido Reginaldo. Está nele o motivo para assistir a Linha de Passe até o fim – porque eu já queria sair no meio. O menino é bronco, implicante, engraçado, respondão, autoritário, fofo. Kaique interpretou como gente grande e fez os outros atores medianos simplesmente sumirem.
Gosto é uma coisa engraçada. Acho que sou a primeira a falar mal do novo longa dos “badaladíssimos” Walter Salles e Daniela Thomas. Talvez falte coragem a tantos outros críticos para parar de bajular grandes nomes e olhar com mais carinho a filmes B, que são feitos com muito mais dedicação, mesmo com um orçamento vergonhoso, como Estômago, de Marcos Jorge.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Uma declaração ao Rio
Espetáculo reúne textos que exaltam a Cidade MaravilhosaAté o dia 5 de outubro os moradores do Rio vão ter a oportunidade de assistir a um espetáculo que declara todo o seu amor à Cidade. Trata-se do musical Ao meu Rio – Declarações de amor: uma exaltação musical, em cartaz no Teatro Municipal Café Pequeno.
Concebida pelo diretor Antrônio De Bonis, um italiano de nascimento e carioca de espírito, como ele mesmo se define, a peça é encenada por três talentosos atores-cantores (Andrea Veiga, Renato Rabelo e Stella Maria Rodrigues), que propõem aos espectadores um mergulho sobre o encantamento carioca feito de marchinhas, samba, maxixe, modinha, seresta, chorinho, pagode, gingado, bossa nova, do sol e do verão, salpicado de belezas femininas... e masculinas.
Enriquecem o repertório clássicos como Ela é carioca, da dupla Tom e Vinícius, Menino do Rio, de Caetano Veloso, O Carioca, de Jair Rodrigues e A Voz do Morro, de Zé Keti.
"A escolha do repertório foi bem complicada. Eu me deparei com um material imenso e nem sabia que tinham escrito tantas coisas legais que falam sobre a cidade", explica De Bonis.
O diretor afirma que a peça não tem nada de crítica. Para ele, os problemas pelos quais a Cidade passa são mostrados todos os dias nos noticiários. A idéia dele é justamente o contrário. A peça se deu por uma vontade de despertar uma paixão no público por uma Cidade tão linda como o Rio.
"Eu caminho todos os dias na praia e sempre fico deslumbrado com a beleza dessa Cidade e fico muito preocupado com a destruição dela. Então, em vez de fazer um musical chamando atenção para os problemas que ela tem, eu preferi fazer um musical sobre as belezas que ela possui", conta.
Como já dizia o maestro Antônio Carlos Brasileiro Jobim, "eu não moro no Rio, eu namoro o Rio". E é justamente este sentimento que Ao meu Rio pretende despertar nas pessoas: o orgulho de ser carioca, mesmo não tendo nascido aqui.
"Cada dia que eu saía do ensaio eu olhava a Cidade diferente e é isso que eu espero causar nas pessoas", conta De Bonis, entusiasmado.
No final do espetáculo, o público poderá ainda emergir de uma viagem para uma Cidade encantada que, se não está todo o tempo à mostra no dia-a-dia, permanece impávida e envolta em mágica no repertório de canções e poemas.
Serviço: Ao meu Rio – Declarações de amor: uma exaltação musical
Local: Teatro Municipal Café Pequeno
Endereço: Av. Ataulfo de Paiva 269 - Leblon
Dias: Até 05 de outubro
Horários: Quintas, Sextas e Sábados, às 21h, e Domingo, às 20h
Preço: Quinta (R$30,00), Sexta, sábado e domingo (R$40,00) - meia entrada para estudantes e idosos.
Duração: 90min
Classificação etária: 18 anos
Horário de funcionamento da bilheteria: Terça a Sábado, das 15 às 21h. Domingo, das 15 às 20h
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Lobão sofre de uma doença muito séria
Cantor tem "inveja corrosiva" incurávelEm entrevista ao Jornal do Brasil, nesta terça, o cantor Lobão declarou que "a bossa nova não passa de uma punheta que se toca de pau mole". Em outro trecho, disse ainda que o estilo musical mais reverenciado no mundo é "uma língua morta, assim como essas bandas de choro e samba, que ficam tocando naquele lugar sujo que é a Lapa".
Mas quem é esse cantor que nunca representou nada na música brasileira para falar de um estilo criado por monstros sagrados como Roberto Menescal, Johnny Alf, Carlos Lyra, Lenny Andrade e companhia? Quem é esse cidadão de voz e comportamento ridículos, metido a revolucionário que faz acústico na MTV, o maior canal jabazeiro de música do mundo? Quem é ele para desmerecer quem cantou a beleza do Rio, do mar, o amor, quem criou a batida mais tocada no mundo e mudou até mesmo o estilo de tocar um violão?
Lobão sofre de algo gravíssimo chamado "inveja corrosiva". Nunca foi lembrado em prêmios, jamais recebeu qualquer tipo de homenagem sequer teve inúmeras músicas regravadas. Como se isso bastasse para ser considerado um bom músico.
Infelizmente muitos artistas de imensurável talento são esquecidos mesmo. O próprio Johnny Alf, um exemplar compositor, pianista e cantor, ponto referencial da Bossa Nova, mais até do que João Gilberto, é pouco conhecido da geração nascida nos anos 60, sequer teve tanta repercussão como o artista de Juazeiro.
Mas quem se interessa pela cultura nacional certamente conhece e reconhece o talento do autor de "Rapaz de bem", "Céu e Mar", "Ilusão A Toa" e "Eu e a Brisa".
Quanto ao desdém pelas bandas que tocam na Lapa, o lugar mais democrático do Rio de Janeiro, onde tribos de todas as classes e credos se encontram sem qualquer tipo de rixa, é de dar pena.
Nunca se viu tantos jovens com sambas de raiz na ponta da língua devido a essas tais bandas de choro e samba que tocam por aí. A quem ele se refere? A bandas como Casuarina, Galocantô, Anjos da Lua e Batuque na Cozinha, que promovem, pelo menos duas vezes por ano, o projeto "Samba em Quatro Tempos", que faz uma viagem pela música desde "Pelo Telefone", de Donga, até os dias de hoje, com casa cheia garantida?
Bandas como Grupo Semente e Samba de Fato, que resgatam clássicos da MPB, como Candeia e Mauro Duarte? E o que ele diria de cinco mil pessoas lotando a Fundição Progresso, numa segunda e numa terça, para a gravação do CD Samba Social Clube, considerada a maior festa do samba dos últimos tempos?
Realmente, ele está certo e cinco mil estão alienados.
Não sei se lamento mais por ele ou por um jornal de tanta respeitabilidade e aceitação como o JB, que dá ibope para um cara como Lobão. Aliás, que apelido mais cafona. Enfim...
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Filme: Onde Andará Dulce Veiga
Existem filmes que, embora você ache fantásticos, de cara percebe que não vão colar. E esse, infelizmente, é o caso de Onde Andará Dulce Veiga, do diretor Guilherme de Almeida Prado, feito a partir da adaptação do livro homônimo do jornalista Caio Fernando Abreu.Eriberto Leão é Caio, um escritor que trabalha na redação de um jornal popular. Ele tem que fazer uma crítica positiva de uma banda chamada "Vaginas Dentadas", mas, pelo nome, percebe que será uma difícil missão.
Ao chegar no ensaio, o jornalista se depara com um som familiar: a vocalista, Márcia Felácio (Carolina Dieckmann) canta uma música de sua maior paixão, Dulce Veiga (Maitê Proença), cantora e atriz desaparecida há 20 anos.
Para sua surpresa, a rebelde moça é filha de Dulce. Caio resolve então escrever uma crônica sobre o paradeiro da artista e ganha de seu chefe a missão de encontrá-la. A partir daí a história toma um rumo à la David Lynch, onde drogas, homossexualismo e algumas pitadas de surrealismo se entrelaçam, como nos filmes do diretor do nonsense "Cidade dos Sonhos".
A linguagem é bem interessante. Ela não é linear e o filme tem bastantes quebras. Uma hora ele está lá na frente e depois volta. E Guilherme repete bem algumas cenas, como um ator tentando encontrar a tonalidade certa para determinado texto. No caso, é a mente de Caio imaginando como o real pode se encaixar em seus contos.
Este, sem dúvida, foi o melhor trabalho de Carolina Dieckmann. A moça ficou nua, cantou, fumou maconha (alface, na verdade) e deu um show de interpretação. Ao contrário de Maitê Proença, que é apenas um rosto bonito nas telas. Eriberto Leão também esteve ótimo na pele de Caio.
A trilha sonora de Hermelino Neder e Newton Carneiro traz o melhor da Bossa Nova. As cores de Adrian Teijido e os efeitos de Marcelo Siqueira são de muito bom gosto.
É uma pena que um filme completo como este não cole por aqui. Ele recebeu muitas críticas no Festival do Rio e já coleciona algumas agora, na sua estréia.
O fato é que não fomos acostumados ao bom cinema, a um trabalho mais alternativo. Somos bombardeados por filmes comerciais, de historinhas fáceis de entender, cheios de efeitos para preencher a falta que faz um texto inteligente, como o de Onde andará Dulce Veiga.
Mas, para quem procura diversificar, garanto uma boa sessão.
Onde Andará Dulce Veiga?
(Brasil / Chile, 135 min, 2007)
Direção, Roteiro e Montagem : Guilherme de Almeida Prado
Produção: Assunção Hernandes
Elenco: Carolina Dieckmann, Eriberto Leão, Maitê Proença, Christiane Torloni, Carmo Della Vechia, Cacá Rosset, Oscar Magrini, Julia Lemmertz, Imara Reis, Matilde Mastrangi, Nuno Leal Maia, Maíra Chasseroux
Fotografia: Adrian Teijido
Som Direto: Sílvio Da-Rin
Produtor Executivo: Fernando Andrade
Produção de Lançamento: Rafael Franco
Diretor de Produção: Farid Tavares
Diretor de Arte: Luís Rossi
Efeitos Especiais: Marcelo Siqueira,
ABC Figurinista: Fábio Namatame
Cenografia: Heron Medeiros
Trilha Sonora: Hermelino Neder e Newton Carneiro
Produção de Elenco: Vivian Golombek e Renata Kalman
Produção: Star / Raiz Distribuição: Califórnia Filmes.
terça-feira, 24 de junho de 2008
O rei da marchinha reúne sua obra em livro
Há 50 anos o compositor, pianista, produtor e apresentador de shows, programas de rádio e televisão João Roberto Kelly começara a traçar uma história de amor ao carnaval, contada agora no recém-lançado “A Obra de João Roberto Kelly – Livro de canções”.Provavelmente quem pula carnaval sabe de cor sucessos como “Cabeleira do Zezé” e “Maria Sapatão”, mas certamente desconhece o trabalho deste importante artista brasileiro, muito menos que ele tem cerca de 300 composições, muitas feitas com parcerias famosas, como Chacrinha (Bota a Camisinha, Break Break, Maria Sapatão), Chico Anízio (Rancho da Praça Onze), David Nasser (Colombina Yê Yê Yê) e Roberto Faissal (Cabeleira do Zezé).
Artista múltiplo e inúmeras vezes regravado por nomes consagrados, como Elza Soares, Elis Regina, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba e Emilio Santiago, Kelly considera-se um carioca eclético, bem-humorado e espontâneo.
A prova de que ele procura não seguir estilos é o seu envolvimento, por acaso, com o sambalanço, ritmo intermediário entre o samba de gafieira e a Bossa Nova, surgido na metade dos anos 50. Imortalizado na voz de Elza Soares, o sambalanço “Boato” introduziu ambos neste movimento, mas Kelly garante que não o compôs procurando de ser diferente.
E por essas e outras razões vale a pena ler “A Obra de João Roberto Kelly – Livro de canções”, que reúne melodias cifradas para violão, guitarra e teclados, além de depoimentos de diversas personalidades ligadas à música.
Quem assina o prefácio é o pesquisador musical Rodrigo Faour, que declarou que “Kelly soube ser lírico e romântico, seja na sensualidade de Mistura (imortalizada por Cauby Peixoto) ou na delicadeza de cantar um amor que se foi, como em Mormaço (que mereceu vozes poderosas, como as de Ângela Maria e Helena de Lima). Num ambiente de gafieira mais romântica, seu samba-canção Mais do que Amor foi entoado pela poderosa voz tenor de Jamelão”.
O livro, com 55 páginas, (R$ 27,00), está dividido em duas partes. A primeira contém partituras de 18 músicas de carnaval. Na segunda, as canções da MPB, como "Brotinho Bossa-Nova", "Esmola", "Gamação", "Made in Mangueira" (gravada por Miltinho), "Samba do Teléco-téco", "Só Vou de Balanço" e '" My Fair Show" (parceria com Max Nunes e Maurício Sherman), entre outros sucessos.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Aquarius vai por água abaixo
Hoje estava preparada para comentar sobre o belo espetáculo que reuniu música clássica com Bossa Nova, no último sábado, em Copacabana. Mas, infelizmente, devido à falta de organização, não consegui chegar ao portão do Forte.A noite era fria e a chuva, vez ou outra, caía sob centenas de pessoas que aguardavam anciosas, numa enorme fila que se formara fora do Forte de Copacabana. Tudo isso para assistir ao Bossa Nova em Concerto, realizado pelo Projeto Aquarius.
O evento estava marcado para as 20h, e reunia a Orquestra Petrobras Sinfônica, regida por um dos idealizadores do Aquarius, Isaac Karabtchevsky, e músicos conceituados, como Turíbio Santos, Mauro Senise e Leila Pinheiro. Tudo isso para comemorar os 50 anos da Bossa Nova. O cenário não podia ser melhor: Copacabana. Afinal, o bairro era um dos pontos de encontro dos bossa novistas, mais precisamente o apartamento de Nara Leão.
Mas, não sei se por subestimação ou por falta de planejamento, resolveram colocar um show dessa magnitude em um local que, notoriamente, não comportaria as cerca de 15 mil pessoas esperadas.
Às 20h já não passava mais ninguém. A fila chegava na casa dos 500m e, até 20:15h, aproximadamente, ninguém sabia ao certo porque nada andava. Pelo contrário. De lá de fora dava para ver muitas pessoas saindo do evento.
Pensávamos que era por causa da chuva, mas esta era tão fina que valia a pena ficar um pouco molhado para ouvir Leila Pinheiro cantando “Samba do Avião” acompanhada de uma das melhores orquestras do país.
Quando estas pessoas passavam por nós, só dava para escutar “lá em cima está insuportável”, “está muito cheio, não dá pra ficar”. Juntou então a insatisfação de quem não conseguiu entrar e de quem lá dentro estava, mas não conseguia se mover.
Agora a pergunta que não quer calar: por que um evento como este não foi na praia, onde, com certeza, havia mais espaço e, certamente, não haveria confusão? Será que não calcularam que o Campo de Marte não comportaria 15 mil pessoas? Será que subestimaram um público amante de boa música?
A resposta, certamente, não terei, mas espero que o próximo Aquarius não vá por água abaixo...
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Mais uma festa para a Bossa Nova
Projeto Aquarius homenageia o estilo musical mais charmoso do Brasil em sua 36a ediçãoCerta vez o trompetista Lee Morgan declarou que “a música é a única coisa que atravessa todos os grupos étnicos e todas as línguas”. Mal sabia ele que sua frase traduziria bem a intenção do Projeto Aquarius, que neste ano homenageia a Bossa Nova.
Em 1972, o jornalista Roberto Marinho e o maestro Isaac Karabtchevsky idealizaram um projeto que desse uma roupagem popular à música erudita. Era o nascimento do Projeto Aquarius.
Trinta e seis anos depois, mais de oito milhões de pessoas assistiram a cerca de 300 apresentações ao ar livre, em locais diferentes como Quinta da Boa Vista, Aterro do Flamengo e Enseada de Botafogo. Neste ano será a vez da Praia de Copacabana.
Aproveitando que a Bossa Nova completa 50 anos, o arranjador, compositor, pianista, orquestrador e regente Gilson Peranzzetta foi convidado a fazer arranjos que mostrassem as afinidades entre o estilo com a música clássica nesta edição, que ganhou o nome de “Bossa Nova em Concerto”.
Ao lado de Peranzzetta, com quem está lançando um CD, estará o saxofonista e flautista Mauro Senise, há 20 anos no projeto. Senise tocará alguns sucessos, como “Insensatez”(Tom Jobim e Vinícius de Moraes), “Samba da Minha Terra”(Dorival Caimmy) e “Barquinho” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli).
Neto do pensador Alceu Amoroso Lima e aluno do clarinetista e arranjador Paulo Moura, Senise coleciona grandes parcerias, como o multiinstrumentista Hermeto Pascoal, o maestro Wagner Tiso e o instrumentista, arranjador e compositor Luis Eça.
Quem também participa do evento é a estreante Leila Pinheiro, que já prestou sua devida homenagem à Bossa Nova, quando esta completou trinta anos, em 89, com um CD onde fez um mergulho nos maiores clássicos deste estilo.
A melhor maneira de inserir a música clássica para todos
Ao lado de Senise e Leila também estarão o violonista Turíbio Santos, marcando sua estréia no Aquarius, e a Orquestra Petrobrás Sinfônica, regida por Isaac Karabtchevsky.
Filho de um dos maiores maestros do Brasil e fundador da Orquestra Petrobras Sinfônica, Armando Prazeres, o ex-aluno – e agora assistente – de Issac, Carlos Prazeres falou sobre o Projeto.
“O Aquarius é um dos maiores responsáveis pela formação de um público erudito porque é a melhor maneira de inserir a música clássica para todos. Isso é algo que não tem precedentes na história do Brasil”.
Até 1997, Prazeres foi o primeiro oboé da Orquestra Sinfônica Petrobras. Em 2005, estreou na posição de seu pai, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e hoje é maestro da Academia Petrobras Sinfônica e da Camerata Santa Teresa, que reúne os principais líderes de cordas do RJ.
Um divisor de águas
Diretor musical da Orquestra Sinfônica Brasileira durante 20 anos e hoje diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Isaac Karabtchevsky contou que o Aquarius nasceu quando compreendeu-se que o povo não tinha alcance da música clássica, pois lhe faltava elemento de contato, de veiculação.
“Colocamos no papel a idéia motriz de levar a música erudita para as multidões e vimos que a melhor forma de se fazer isso era veiculando o projeto na mídia, principalmente na televisão, pois foi graças a ela que o Aquarius adquiriu uma feição própria”, explica.
Realmente, o Aquarius é um divisor de águas. Ele permite que o público tenha um olhar diferenciado sobre a música clássica e compreenda que o estilo pode ser apreciado por todas as gerações.
E isso poderá ser claramente comprovado neste sábado, 21, a partir das 20h, no Campo de Marte, no Forte de Copacabana, com entrada franca.
Veja abaixo a programação e bom espetáculo.
Programa:
1. Locução de um texto de Ruy Castro;
2. Abertura "Aquarius" (Gilson Peranzzetta);
3. Chega de saudade (Tom Jobim/Vinicius de Moraes);
4. Prelúdio nº 4 (Chopin). Solista; Gilson Peranzzetta (piano);
5. Insensatez (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Solista: Mauro Senise (sax);
6. Samba da minha terra (Dorival Caimmy);
7. Nanã (Moacir Santos e Mário Telles). Solista: Mauro Senise (sax);
8. Daphnis et Chloé (Maurice Ravel);
9. Corcovado (Tom Jobim). Solista: Leila Pinheiro;
10. Samba de verão (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle);
11. Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Solista: Mauro Senise (sax);
12. Medley de violão – “Dindi” (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), “Garota de Ipanema”(Tom Jobim e Vinícius de Moraes), “Cadenza do concerto para violão” (Heitor Villa-Lobos). Solista: Turíbio Santos (violão);
13. Concerto para violão - 3º movimeto (Villa-Lobos). Solista: Turíbio Santos (violão);
14. Balanço Zona Sul (Tito Madi);
15. Samba de uma nota só (Tom Jobim e Newton Mendonça). Intérpretes: Gilson Peranzzetta (piano), Mauro Senise (sax), Zeca Assumpção (contrabaixo), Nelson Faria (guitarra), Márcio Bahia (bateria) e Amoy Ribas (percussão) ;
16. Rhapsody in blue (George Gershwin. Solista: Gilson Peranzzetta;
17. Wave (Tom Jobim). Solista: Leila Pinheiro;
18. Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça);
19. Você e eu (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes);
20. La Mer (Claude Debussy);
21. Barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Solista: Mauro Senise (flauta);
22. Estamos aí (Maurício Einhorn, Durval Ferreira e Regina Werneck). Solista: Gilson Peranzzetta;
23 Samba do avião (Tom Jobim). Solista: Leila Pinheiro;
24. Ela é carioca (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Solista: Leila Pinheiro.
